14 / 05 / 2021 - 11h38
Vereadora arquiva CPI da COVID-19 que pedia investigação de ex-prefeita de Altos

A vereadora Regina Catarina, atual presidente da Câmara Municipal de Altos, arquivou pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar gastos da ex-prefeita do município, Patrícia Leal, no combate à pandemia do coronavírus. Foram quase R$ 10 milhões destinados pelo Governo Federal a Altos na gestão da petista somente entre abril e dezembro para combater a COVID-19.

O pedido de CPI foi protocolado pelos vereadores que compõem a base do prefeito Maxwell da Mariínha na Câmara. Durante discussão do pedido de CPI a transmissão da TV Câmara Altos chegou a ser derrubada para impedir os telespectadores de acompanharem o debate.

“Essa CPI vai dar uma resposta para a população que antes de eu me tornar vereador as pessoas já perguntavam onde foi parar tanto dinheiro. Não vou me calar quando os interesses forem da população. Um fato determinado que envolve mais de R$ 16 milhões para Saúde. Estamos aqui pedindo transparência”, disse o vereador Natan dos Projetos, da tribuna, conclamando a população a se manifestar nas redes sociais cobrando os valores.

“Nós não estamos aqui para defender erros de gestor. Se ela [Patrícia Leal] errou, que ela pague. Milhares de pessoas morrendo por causa da covid. Eu quero saber pra onde foi esse dinheiro, tenho direito como parlamentar. Senhora presidente, coloque em votação o pedido de CPI”, cobrou o vereador Gerson Fernandes.

O vereador Uverlânio Filho comentou sobre o pedido de CPI. “Quiseram abrir uma CPI da rodoviária contra o prefeito. Nós aprovamos o pedido por entender que o prefeito Maxwell nada deve, pelo contrário, é um assunto que ele tem tentado resolver com a entrega de títulos de terra para mais de trezendos moradores do bairro São Sebastião”, detalhou.

O vereador faz referência ao litígio que tramita na Justiça sobre o terreno onde foi construída a rodoviária do município. O proprietário do terreno alega que não recebeu o pagamento devido pela ex-prefeita Patrícia Leal durante sua gestão para a desapropriação do imóvel.

A vereadora Regina Catarina, que foi eleita presidente da Câmara com o apoio da ex-prefeita Patrícia Leal, alegou erro formal e que não existe especificação do fato para instalação da CPI. A gestão de Patrícia Leal ficou marcada pela não transparência de gastos, principalmente, contra a COVID-19 onde uma soma de quase R$ 10 milhões não se viu investido no município. Ao contrário disso, postos de saúde pelo interior fechados, desaparecimento de testes rápidos, insumos recebidos como centenas de frascos de álcool gel passados do prazo de validade.



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