As chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos injetáveis usados no tratamento do diabetes e da obesidade, ganharam popularidade nos últimos anos e passaram a levantar dúvidas sobre possíveis impactos à saúde — especialmente ao pâncreas.
Esses remédios atuam reduzindo o apetite e estimulando a liberação de insulina, o que favorece a perda de peso. Por agirem diretamente no pâncreas, surgiram preocupações sobre o risco de pancreatite, uma inflamação do órgão.
Segundo estudos recentes, o risco é considerado baixo quando o uso é feito corretamente e com acompanhamento médico. Casos de pancreatite foram registrados, mas tendem a ocorrer com maior frequência em pessoas que já tiveram a doença, consomem álcool em excesso ou apresentam triglicerídeos elevados.
Outra preocupação recorrente, o câncer de pâncreas, ainda não tem associação comprovada com o uso dessas medicações. Por isso, órgãos reguladores seguem monitorando os dados, mas mantêm os medicamentos aprovados.
Especialistas alertam que as canetas emagrecedoras não são isentas de riscos e não devem ser usadas apenas por motivos estéticos. O consenso médico é que o tratamento deve ser indicado caso a caso, sempre com supervisão profissional.