O Brasil, ao lado dos anitriões Estados Unidos, e Portugal de Cristiano Ronaldo lideram a venda de ingressos para a fase de grupos da Copa do Mundo FIFA 2026, segundo dados da plataforma de de venda e revenda de ingressos para eventos ao vivo SeatGeek.
Além da alta procura, os três países também registram os maiores preços médios de ingressos da competição.
Segundo a plataforma, os Estados Unidos aparecem no topo da lista, com ticket médio de US$ 1.453 (cerca de R$ 7,3 mil). O Brasil ocupa a segunda posição, com média de US$ 1.316 (aproximadamente R$ 6,7 mil), seguido por Portugal, com US$ 1.237 (cerca de R$ 6,3 mil).
A estreia dos norte-americanos contra o Paraguai, marcada para 12 de junho, registrou o ingresso mais caro da fase de grupos, com valor médio de US$ 1.765 (cerca de R$ 9 mil).
Para especialistas, a combinação entre tradição, grandes estrelas e expectativa dos torcedores ajuda a explicar os números.
Segundo Reginaldo Diniz, CEO da Agência End to End, a renovação da seleção portuguesa, a possível última Copa de nomes como Cristiano Ronaldo, Neymar e Lionel Messi, além do interesse crescente do público norte-americano pelo futebol, contribuem para a valorização dos ingressos.
"A última Copa do Mundo de Cristiano Ronaldo e Neymar como protagonista, além do país da bola oval querer presenciar de perto quem se sai melhor dessas estrelas, explica talvez o interesse maior das respectivas torcidas no Mundial", diz Reginaldo
De acordo com Robson Carlo, sócio-fundador da FutebolCard, os altos valores também refletem o uso do chamado preço dinâmico, modelo que ajusta o valor dos ingressos conforme a demanda.
Segundo ele, a prática já é comum em diversos mercados internacionais e deve chegar ao futebol brasileiro nos próximos anos.
“O preço dinâmico ajusta o valor do ingresso de acordo com a procura. Apesar de poder encarecer as entradas, também pode reduzir preços quando a demanda fica abaixo do esperado”, explicou.
"Nenhum país do mundo recebeu tantas pessoas, de tantos países diferentes, desde a sua independência, e não seria diferente no maior evento esportivo do mundo. A Copa de 1994 foi um marco na história do torneio, e essa será também. Vão mais uma vez mostrar que nenhum país pode acolher tantos, se tantos lugares, quanto eles", analisa Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa de entretenimento norte-americana, comandada pelo cantor Jay-Z, que gerencia a carreira de centenas de atletas.
A expectativa é que o torneio registre um dos maiores fluxos internacionais de visitantes já vistos em uma Copa do Mundo.
Fonte: cidadeverde.com