A Polícia Civil descartou, na manhã desta segunda-feira (26/1), a hipótese de que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, irmãos desaparecidos há 23 dias em Bacabal, no Maranhão, tenham sido encontrados em São Paulo. Uma denúncia havia indicado que as crianças estariam em um hotel na República, no centro da capital paulista.
“A Polícia Civil, por meio da Divisão Antissequestro do DOPE, esclarece que não procede o fato de as crianças citadas terem sido encontradas em São Paulo. Os policiais da divisão, cientes da denúncia, foram aos endereços informados e constataram que as crianças ali presentes não são as mesmas que estão desaparecidas”, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Os irmãos desapareceram no dia 4 de janeiro enquanto brincavam no quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, Maranhão. Desde então, uma força-tarefa foi mobilizada na região, contando com cães farejadores, mergulhadores e equipes da Polícia Civil do Maranhão (PCMA), Corpo de Bombeiros, Exército Brasileiro e Marinha.
De acordo com a polícia do estado, a principal pista até o momento surgiu a partir do trabalho dos cães farejadores, que localizaram vestígios das crianças em uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, no povoado São Raimundo.
Após 23 dias do desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael, a polícia decidiu ajustar a estratégia de atuação. A ausência de vestígios do crime foi determinante para que as equipes reduzissem a intensidade das buscas e passassem a focar mais na investigação criminal.
De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), as equipes permanecem em prontidão e podem retomar buscas em locais específicos caso surjam novos indícios. Apesar da mudança na estratégia, as operações continuam em andamento, com equipes preparadas para atuar em áreas de mata e lagos.
A Prefeitura de Bacabal mantém a oferta de R$ 20 mil para quem fornecer informações concretas que levem ao paradeiro de Ágatha Isabelly e Allan Michael, por meio do disque-denúncia 181.
FONTE: METRÓPOLES